22 de novembro de 2011

É minha função escolher.

Foi então que eu compreendi que é minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. 
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. 
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. 
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. 
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. 

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. 
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. 
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. 

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. 
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."

(Charles Chaplin)


21 de novembro de 2011

Um último pedido: Um último abraço.


Às vezes penso que o mundo é cruel, principalmente quando tira do alcance dos meus olhos, pessoas que gosto e admiro. Nos últimos dois anos foram três pessoas. Três que valiam por mil e me fazem sentir uma saudade infinita!

Meu avô João, deixou a gente preparadinho pra sua partida. Foi ficando doente e a gente se conformando com a idéia. Sofreu tanto, coitado. Embora eu pense que foi melhor assim, já que ele estava sofrendo tanto com suas doenças, mesmo assim, sinto muitas saudades dos domingos em que ficávamos ouvindo suas várias histórias de vida. Não fui vê-lo nenhuma vez no hospital, mesmo com várias internações em oito meses, mas não me arrependo. Ficou em mim e comigo, só as lembranças boas. Só ele sorrindo!

E então se vai Vitória. Uma dor inexplicável. Embora tivéssemos poucas oportunidades de nos vermos, todas as raras vezes foram muito especiais. Ainda me lembro dela me vendo chorar a morte do meu avô e dizendo que ia ficar tudo bem. Ela só tinha oito anos! E quando ficava me olhando fixamente, depois mexia nos meus cabelos e dizia que eu era linda. Eu não deveria acreditar, mas a sinceridade transbordava naqueles olhos de jabuticaba. Custei a entender e aceitar essa ida tão rápida. Esse maldito câncer que leva embora até as crianças. Eu a vi em meus sonhos com um sorriso lindo, como se me dissesse de novo: “Vai ficar tudo bem”. Meu coração encontrou uma paz incomensurável.

Eu já estava aprendendo a superar a saudades desses dois anjos. Volto a dizer, anjos são pessoas especiais que passam pela nossa vida, muda ela pra sempre e nunca serão esquecidas.

E Paloma também resolve ir embora, sem ao menos me dar um último adeus. Foram anos estudando juntas, anos de risadas, alegria, brincadeiras, admiração, amizade – porque esta só é verdadeira quando ninguém espera nada em troca, mas tem tudo, ainda que não espere, mesmo que não peça.
A vida podia aprontar qualquer uma comigo, eu estava mesmo passando por uma fase difícil. Mas a Paloma? Pô vida, nessa você deu mancada! Sinto tantas saudades daquela voz aguda que insistia em gritar o tempo todo, daquela alegria contagiante, da sinceridade que não permitia pápas na língua, das festas e dos momentos importantes que compartilhamos. Eu tive que ver seu corpo ali, frio e sem vida, para tentar fazer a ficha cair. Mas ainda não acredito nisso tudo. Sempre penso que daqui a pouco, alguém vai dizer: “Vi na Paloma hoje! Ela continua uma figuraça!”. Às vezes penso que na próxima esquina que eu virar, ela vai estar lá rindo, tirando sarro de todos nós e dizendo “Liedinha tanga, voolteeeei jhoow!”. É verdade vida, nessa você deu mesmo muito relaxo.

Essas perdas tão significantes na minha vida, me fizeram criar antídotos para a vida. Sei que vou perder ainda. Talvez eu mesma me perca. Já entendi que a morte é acontecimento independente de tudo e qualquer coisa que se possa controlar no universo. Às vezes tento de todas as formas, trazer esses anjos de volta. Queria pelo menos um último abraço. Aí a vida me lembra que amar nem sempre é estar perto, mas sim, do lado de dentro. Vocês estão no meu coração.


- Escrito em 21 de Novembro de 2011 - 

"Temos que aprender a conviver com uns e a sobreviver sem outros..."

Às vezes a vida nos impõe tantos obstáculos que parece quase impossível vencê-los. Tentamos não desistir, mas é dificil! Dormimos e temos um sonho lindo, onde nós superamos todos esses obstáculos e já estamos prontos para viver coisas boas de novo. Acordamos e nos damos conta de que pode até ser dificil vencê-los, mas com certeza não é impossível! =)
 - Escrito há pouco. 21 de Novembro de 2011 -

19 de novembro de 2011

Existe pessoa indecisa que não sabe se sai ou se fica na nossa vida. Parei de sofrer por causa disso. Aliás, saia de vez e desde já agradeço. A vida tá tão boa sem gente chata empacando. Quero e mereço coisas boas! Já dizia Caio Abreu, “Ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar.”
 (Escrito em 19 de Novembro de 2011)
Às vezes gostamos tanto de alguém e queremos tanto o seu bem, que dá vontade de dar uma chacoalhada na pessoa e dizer: "Ei, o que você tá fazendo da sua vida? Tá ficando maluca? Pra que dar murro em ponta de faca?". E a gente tenta, tenta, tenta... Mas as pessoas precisam ter certeza de que a "faca corta", para então dar valor aos conselhos dos amigos. Acontece! E nós? Bom, nós sempre teremos um abraço pra oferecer...
(Eu, querendo dar um chacoalhão em um grande amigo, que é teimoso e "precisa ver pra crer". Só não sofra, meu anjo, não suporto te ver sofrer. Escrito em 19 de Novembro de 2011, agorinha mesmo...)
É linda essa música. Me lembra muitos momentos bons e pessoas especiais que foram embora (algumas para sempre).


18 de novembro de 2011


O NOME DA ESTRELA

Lieda, o nome da minha estrela
Diferente das outras
Mais linda que todas
Com grandes diferenças e características
Seu aroma único de rosas do campo
Quando ela aparece no céu não brilha apenas lá
Brilha também em minha vida, dentro do meu coração
Aquele brilho único, aquecedor
Minha única estrela guia
Que ilumina dentro do meu coração.


(Tiago Seidi F. Ikegami - em 03/11/2010)


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Eu não só faço poemas, como ganho eles também. Esse foi o Ti quem fez, no ano passado. Somos acima de absolutamente tudo, melhores amigos. Esse poema foi publicado no Livro 2010 do Colégio CENE, de Pereira Barreto - SP. E eu claro, amei a homenagem surpresa. =)


O melhor amigo do mundo!




Quando entendi que tudo é uma questão de escolha, tratei logo de escolher a vida que quero ter: Ser a pessoa mais feliz do mundo! Não sofrer por nada e nem por ninguém.
 
(Escrito agora mesmo, 18 de Novembro de 2011)

16 de novembro de 2011

Não guardo mágoas, não planejo vingança e nem perco meu tempo te odiando. Você não me decepcionou. No fundo, eu sabia que você não podia continuar esse caminho comigo. Pessoas superficiais e de mentira, não ficam muito tempo ao meu lado. O oposto do amor, não é o ódio, é a indiferença. Estou com preguiça de você, só isso. 
(Escrito em 16 de Novembro de 2011) 
 

As primeiras vezes...


Marisa vivia a vida que queria, a vida que gostava. Era feliz e sabia disso! Tinha também um amor, um grande amor. Juntos eram fãs de Jay Vaquer, adoravam Milk shake e sabiam que nada no mundo era mais legal do que as tardes em que caminhavam e conversavam sobre a vida e sonhos.

Talvez Marisa não vivesse exatamente a vida que Júlio desejava pra ela, mas ele fora muito importante na sua vida. Foi Júlio quem levou Marisa para mergulhar e ver um cardume de peixes, pela primeira vez. 
Também foi ele quem a levou para pescar, pela primeira vez. Ensinou Marisa a comer comida japonesa! Ensinou a fazer arroz de forno, a fazer lanche na chapa e muitas artes culinárias! Levou Marisa à primeira festa japonesa da sua vida, também à sua primeira festa de rodeio… Júlio era dono de muitas “primeira vez” de Marisa. De alguma forma, de qualquer forma, Marisa sabia que este sim era o amor verdadeiro.
Juntos eles saltaram de bungee-jump pela primeira vez na vida dos dois! A menina o levou ao cinema pela primeira vez, o levou ao boliche, comeram muitos Mc Lanches Felizes. E era assim que eles se sentiam, muito felizes.

Mas há apenas uma coisa no mundo que talvez nada reconstrói: Confiança.
Algumas pessoas querem mesmo atrapalhar a vida alheia. Marisa nunca dera mole a nenhum outro garoto, se afastou dos amigos e não se arrependia por isso. Porque Júlio não acreditava mais nela?

Então tiveram mais um encontro. As coisas não estavam nada bem. Marisa sempre disse que um relacionamento sem confiança é insustentável. Confiara plenamente em Júlio, o tempo todo. Até quando não deveria. Mas o garoto não confiava mais nela. Então em momentos de estresses e algumas palavras atravessadas, Marisa sentiu que aquela relação, por mais intensa e sincera que tivesse sido, não parecia ter continuidade. Era o começo do seu fim.

E acabou.

Tudo fora intenso demais na vida dos dois. Um vivera para o outro o tempo todo. Não era possível que tudo não passasse um passatempo qualquer. Marisa nunca acreditara nisso.

Ambos continuaram a vida. Marisa, por muitas vezes, sentiu uma falta excrucitante de Júlio. Ele está presente na vida dela o tempo todo. É o motivo da sua insônia e quando dorme, é com ele que ela sonha.

Agora a menina tem certeza de que ele sonha com ela também. Continua uma história sem final feliz, sem ninguém entender o fim. Mas ele, outro dia ligou para Marisa, esta já desiludida da vida, ouviu o menino dizer: “Eu nunca me esqueço de você”.

Mas a história continua assim, com ponto final, louca para acrescentar reticências...
Tão longe, cada vez mais longe e ao mesmo tempo, tão perto. Dentro do coração. Como um amor avassalador, inesquecível… e infinito!

(Escrito em 03 de Agosto de 2011 - Editado em 16 de Novembro de 2011)

Dessas aventuras que se vivem poucas vezes. Desses amores que se vive só uma vez.