5 de dezembro de 2011
"Sonhe, ainda que o sonho pareça impossível.
Lute, ainda que o inimigo pareça invencível.
Corra por onde o corajoso não ousa ir.
Transforme o mal em bem,
ainda que seja necessário caminhar mil milhas.
Ame o puro e o inocente,
ainda que seja inexistente.
Resistam, ainda que o corpo não resista mais.
E ao final, alcance aquela estrela,
ainda que pareça inalcançável."
(Daisaku Ikeda)
- Esse poema diz mais de mim do que se pode imaginar... -
4 de dezembro de 2011
Deixe para trás tudo que não merece fazer parte do futuro...
Às vezes sentimos dificuldade de nos desapegarmos de alguém.
Sofremos com isso, mas uma hora a ficha finalmente cai, acordamos para a vida e
definitivamente aceitamos que as coisas que ficaram no passado não merecem
fazer parte do futuro, porque se merecessem ainda estariam no presente. Parece óbvio,
e realmente é, mas nem sempre compreendemos isso com facilidade.
Tem coisa que não adianta insistir, dar duas chances e
pensar na possibilidade da terceira. Tem coisa que não é mesmo para ser, não
faz o menor sentido e só causa sofrimento.
O que mais gosto em mim é que posso gostar muito de alguém há muito tempo, mas um motivo, dois e acabou. Não há santo que me faça gostar de novo! O mais legal disso também, é que quando compreendo que alguém não merece tudo que eu ouso sentir por ela, ainda que seja apenas e exclusivamente amizade, acordo para a vida, “a ficha cai” e não sofro nenhum pouco, nem por um segundo. As únicas coisas que sinto é uma imensa paz interior, um sentimento de “fiz tudo que era possível mas não dá mais” e a certeza de que é e será bem melhor assim.
Sobre um caso específico: Já dizia Chico Xavier (na sábia plaquinha em cima da cama) “Isso também passa!”. Acrescento, “Ainda bem que passa”. Eu cega não percebi que isso não fazia mesmo o menor sentido na minha vida. Não combina. Não encaixa. Não é a tampa da panela. Se vivi bons momentos? Claro que sim, nem tudo é ruim o tempo todo. Mas todo o sofrimento e indignação que causou, não há amor no mundo que resista. O amor é bom, mas não é bobo.
Minha vida evoluiu muito mais em oito meses do que em um ano e meio, eu mesma reconheço. Voltei a conviver com pessoas que adoro, conheci pessoas maravilhosas, pude financiar meus próprios objetivos e dei conta de bancá-los sozinha! Retomei grandes amizades. Voltei a fazer as coisas que mais gosto no mundo: viajar e a escrever. Em oito meses viajei para dois lugares onde nunca havia imaginado estar e lá aprendi coisas que melhoraram minha vida para sempre. Repensei toda a minha existência e percebi que mais uma grande decisão deveria ser tomada: Saí da faculdade sem nenhum arrependimento. Foi à decisão mais importante que tomei em dezoito anos e a fiz com convicção, sabedoria e coragem – porque desistir nunca fora algo fácil para mim. Desistir embora não pareça, foi o meu maior gesto de coragem. Talvez tenha sido mesmo loucura largar tudo para viver de um sonho. Mas me fez um bem danado por dois motivos: só assim eu tive certeza de que embora loucura, minha família estará sempre acreditando em mim; e antes louca do que infeliz!
Certa vez uma pessoa que eu nunca tinha
visto antes, me olhou nos olhos e numa conversa rápida sem muita intimidade, me
disse que eu poderia ficar tranqüila, pois tudo que eu estava sentindo era muito
intenso mas não era eterno. Uma hora iria passar e eu perceberia que foi melhor
assim. Depois disso eu pensei “se as pessoas olhando nos meus olhos sabem que
tudo vai dar certo, é porque eu realmente tomei as decisões certas!”. E se eu pudesse ver essa pessoa hoje, daria
um abraço e agradeceria pela sabedoria de enxergar além dos meus olhos. Até me
lembro de um trecho da Clarice Lispector que diz: “Quem eu sou, você só
vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles..."
Penso então, porque voltar numa história sem sentido? Retroceder tudo de novo? Faz sentido alguém retroceder? Ainda que seja por amor? E quem disse que o amor é a razão de tudo? Quem disse que ele precisa prevalecer? Ele também acaba...
Tudo que é passado, me orgulha em dizer que ficará no
passado. O passado é importante, parte do que sou hoje devo a ele. Mas o
presente está surpreendente e o futuro já se apresenta com novidades muito boas
para a minha vida. Não há mais espaço para certas pessoas e muito menos para
sofrimento.
Desapegar quando há vários motivos para tal, é um alívio. Como
alguém que volta a ter sinais vitais depois de uma parada cardíaca. Um renascimento!
Desapegar é uma despedida. É deixar para trás alguém que você
gosta apesar de tudo, deixar sonhos e momentos no campo do esquecimento. O importante
é que não me permito mais sofrer por nada e nem por ninguém nessa vida!
As despedidas são dores doces. Doces e necessárias!
(Escrito em 02 de Dezembro de 2011)
“Never say
good bye
because
saying good bye
means going
away
and going
away
Depois daquela viagem - Valéria Piassa Polizzi
Sinopse:
O livro é uma auto-biografia de Valéria Polizzi, que aos 16 anos
contraiu o vírus da AIDS.
Em forma de diário, em linguagem própria dos jovens, Valéria
relata com bom humor e descontração as suas vivências, o despertar da
sexualidade, a angústia diante dos exames e muitas outras coisas que atormentam
qualquer adolescente.
A autora ainda relata seu sofrimento e o dos pais quando
tiveram os resultados dos exames, o medo de encarar as pessoas e todo o tempo
que passou sem contar ao restante da família e aos amigos que tinha a doença.
A jovem fez intercâmbio e tentou de várias formas, “esquecer” sua doença e esperar apenas a morte chegar. Mas graças ao médico americano, que lhe incentivava, colocando-a em contato com outras pessoas que possuíam a doença e viviam normalmente, ela resolveu utilizar os remédios.
Uma época sua saúde piorou tanto que não era mais possível guardar esse segredo. Ela passou alguns dias internada no hospital e só nesse momento conseguiu contar para os amigos e familiares que tinha AIDS. Recebeu o apoio de todos e percebeu que poderia e deveria levar adiante sua vida, sem o medo de morrer a qualquer momento, como ela tinha antes.
A jovem fez intercâmbio e tentou de várias formas, “esquecer” sua doença e esperar apenas a morte chegar. Mas graças ao médico americano, que lhe incentivava, colocando-a em contato com outras pessoas que possuíam a doença e viviam normalmente, ela resolveu utilizar os remédios.
Uma época sua saúde piorou tanto que não era mais possível guardar esse segredo. Ela passou alguns dias internada no hospital e só nesse momento conseguiu contar para os amigos e familiares que tinha AIDS. Recebeu o apoio de todos e percebeu que poderia e deveria levar adiante sua vida, sem o medo de morrer a qualquer momento, como ela tinha antes.
A minha opinião:
Quando li esse livro eu também tinha 16 anos, como Valéria
na história. A adolescência é uma época onde pensamos que nada de mau pode nos
acontecer e que não haverá conseqüências drásticas nas nossas atitudes. Embora
eu nunca tenha sido uma desses “adolescentes-rebeldes”, o livro foi importante
para eu compreender que tudo que eu fizesse, seja na adolescência ou em
qualquer outra época da minha vida, eu teria que assumir a responsabilidade e
sofrer as conseqüências, boas ou não, pelo resto da vida.
Me envolvi muito lendo o livro e às vezes parecia que eu via
todas as cenas que ela descreve, que assistia aquela história. E é perceptível
que na década de 80 pouco se falava sobre a AIDS, dá até para ver o quanto os
debates sobre o assunto evoluíram nos últimos anos. Muito interessante!
Coincidentemente Valéria é campineira também e no fim do
livro, dá uma curiosidade louca de pesquisar sobre a vida dela e de saber se
ela ainda está viva!
Foi a primeira auto-biografia que li e nem sou muito fã
desse estilo, mas Depois Daquela Viagem é um livro que te prende do começo ao
fim. Vale a pena!
Frase da Autora:
"A vida é uma daquelas coisas tão presentes que passa
despercebida. Às vezes nós precisamos quase perdê-la, ou achar que está por se
perder, para lhe darmos o devido valor e dimensão. E, ainda assim, não
conseguimos entendê-la direito", reflete Valéria.
Novidades...
Oi galerinha!
Eu sempre gostei muito de ler. Há alguns anos gastava
toda a mesada com livros e lia no mínimo dois por semana. Mas chegaram os dois
últimos anos do Ensino Médio, aliados a uma época em que eu viajava quase todo
mês e depois já emendei com a faculdade, o tempo ficou curto e eu não li mais
tanto quanto eu gostaria. Apenas no começo desse semestre é que comecei a
colocar a leitura em ordem, finalmente!
Quando reservo um tempo do meu dia para ler (geralmente
antes de dormir) encontro uma tranqüilidade e esperança que só os livros podem
proporcionar.
Peeensando em tudo isso, agora vou postar sobre algum livro
que li e minha opinião sobre ele. Alguns são de “gênero adulto”, outros nem
tanto assim. Mas hoje sei que mesmo os extremamente infantis me ensinaram
lições que aplico até hoje na minha vida.
Espero que vocês gostem, se interessem ou indique-os para
alguém.
P.S.: Outro dia a Lika deu a sugestão de colocar músicas nos
posts. Eu adorei a idéia, mas sou uma negação com músicas. Adoro ouvir mas não
sou muito antenada nas novidades – principalmente as internacionais. Mas estou
pensando num jeitinho de fazer isso de uma forma legal.
Gostaria de dizer que se alguém tiver alguma sugestão de
tema para eu escrever ou alguma dica para o blog ficar mais legalzinho, por
favor, me falem!!! Todas as sugestões e críticas (inclusive as negativas) são
bem vindas!
Super beijoks,
Lieda Gomes.
3 de dezembro de 2011
NÃO TENTE!
Já disse aqui que algumas vezes ganho poemas.
Quando debutei meu pai fez um poema lindo para mim e o leu
como homenagem. Ele realmente conseguiu me pegar de surpresa!
Ele conseguiu me descrever muito bem em algumas linhas. É
simples, mas profundo. Só quem me conhece muito bem sabe que o poema “cai como
uma luva”. Sempre paro para relê-lo, principalmente nos momentos difíceis da
vida. Reservar alguns minutos para lê-lo me faz relembrar quem sou, a que vim e
pra onde vou!
NÃO TENTE!
Não tente ver o invisível
Segui o sem-rumo
Tocar o informe
Entender o nada
Não tente moldar o imoldável
Explicar o inexplicável
Formular o sentimento
Açambarcar o partilhável
Não tente fugir
Não tente mentir
Não tente sumir
Não tente partir
Dê mais viva ao seu viver
Deixe o sol amanhecer
Não tente!
Não tente!
Simplesmente,
Deixe o amor viver.
(César Augusto Gomes – em 08 de Setembro de 2007)
Pai (eu sei que você lê o blog), obrigada pela oportunidade
de (con)viver com você. É uma troca proveitosa e em alguns momentos, inesquecível.
Só nos declaramos por letras, assim mesmo, escrevendo, mas tenho certeza que são
sentimentos que transcendem a vida.
1 de dezembro de 2011
O silêncio diz tudo sem precisar dizer nada.
Quando queremos conquistar um objetivo, realizar um sonho ou
qualquer coisa do gênero, há um grande caminho a ser percorrido. Você resolve
fazer tudo que for necessário para que tal
coisa se realize. Coloca a mão na massa, põe em prática algumas teorias,
há persistência, fé, sabedoria, coragem e qualquer outra preparação emocional e
física que a situação te exija. Mas nem tudo acontece no tempo que planejamos e
aí você se esgota. Cansa mesmo.
Está há um tempão lutando por algo e ele simplesmente parece
impossível. Tem um milhão de questionamentos e a vida não te manda nenhuma
resposta!
Algumas vezes, já extremamente cansado, você pensa em
desistir. Talvez isso não esteja mesmo na sua vida. Essa profunda desorientação
fere a alma. É melhor mesmo desistir. Mas nessa hora a família e os amigos
companheiros-fieis-camaradas sentam-se ao seu lado, enxugam suas lágrimas e
dizem que “o melhor ainda está por vir!”. E então você pensa, “poxa, e precisa
demorar tanto assim?”.
Reclama sempre que pode e o drama, claro, não pode faltar.
Quando o objetivo demora demais para ser concretizado, até ele acontecer é um
sofrimento, mas quando acontece tudo fica bem e a felicidade se torna tão plena
que você nem lembra mais que ele demorou tanto. O importante é que veio!
Agora pára e pensa: Existem sonhos que você não conseguiu realizar? Viu como a lista é grande? Poxa! A vida é mesmo injusta, hein...
Você se esforçou tanto, fez tudo direitinho e até hoje não conquistou o que
queria. Sacanagem!
Pára de reclamar e olha sua vida agora. Você viu quantas
coisas boas aconteceram enquanto você estava focado apenas em um sonho? O quê?
Você estava tão focado em algo, que se esqueceu de ver o que acontecia ao
redor? E o que acontecia ao redor é muito melhor? Ahhhhn, agora você tá
pensando no que não aconteceu e viu que “foi melhor assim”?
Às vezes sonhamos com algo que
pensamos ser o melhor para a nossa vida. Concentramos toda nossa atenção e
dedicação a ele. Enquanto isso a vida continua e ela se encarrega de lhe enviar
coisas muito boas, geralmente melhores do que você havia sonhado e estas sim,
se encaixam perfeitamente a sua vida. Mas nós não percebemos nada disso, porque
às vezes a vida não pode responder as nossas perguntas com as respostas que esperávamos
e então ela prefere ficar em silêncio. Atenção: O silêncio também é resposta!
Nada é por acaso. Se a vida não te presenteou com os sonhos que você queria, faça bom uso do que lhe foi proporcionado. Viver é melhor que sonhar!
(Escrito 01 de Dezembro de 2011)
P.S.: Estou pensando em algumas novidades para o blog. Bora ver no que dá? Espero que vocês gostem. Em breve!!!
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